As maiores tendências para a indústria de moda digital

As maiores tendências para a indústria de moda digital

Com os acontecimentos globais dos últimos dois anos, a experiência do consumidor se desenvolveu de maneira muito mais rápida do que o esperado. Interações com marcas e experiências de compra tomaram rumos extremamente diferentes do que costumavam ser.

Em 2022, 50% dos consumidores globais dizem que a pandemia fez com que re-avaliassem seus propósitos sobre o que realmente é importante, remetendo à diferentes aspectos da maneira como vivíamos, trabalhávamos e costumávamos fazer compras apenas 2 anos atrás.

Em um mercado altamente competitivo, o atendimento personalizado se tornou sinônimo de fidelização para o cliente.

À medida que mais e mais consumidores se tornam adeptos das compras digitais, os varejistas online estão vivendo uma realidade dolorosa de que, embora o comércio eletrônico permita que eles permaneçam à tona durante a crise, essa nova dependência das vendas on-line tem um custo.

A tecnologia passou a ser uma aliada poderosa para as empresas que estão realizando a transformação digital, a importância de somar tecnologia e experiência do usuário se torna algo imprescindível para um contato mais pessoal com o produto, e a estratégia de UX mais completa em contraposição à oferecida no comércio físico quanto possível.

Maghan Mcdowell, editora de inovação da Vogue Business, contou em sua palestra no Fórum E-commerce Brasil - Global Edition de 2020, quais as perspectivas para o setor de moda e ainda citou algumas inovações da editora, para entregar experiências únicas, futuristas e realistas para e-commerce

Muitas destas inovações levam em consideração entregar uma experiência personalizada somada com realidade virtual, tecnologia que está sendo explorada não só na moda, mas em segmentos como turismo e arte, construção e decoração, e muitos outros. 

Uma das dificuldades de realizar compras pela internet de roupas e acessórios, é a impossibilidade de provar peças, de saber como aquela roupa ficará em seu corpo, isso motiva muitos dos consumidores a optar por não realizar compras pelos canais digitais.

 

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O consumidor de moda digital em 2023

Compreender o consumidor, desde seu comportamento, até quais tendências estão seguindo, é um elemento indispensável para as estratégias de marca e de negócios.

Diferente de 2022, em 2023 o grande desafio será compreender os sinais mistos que refletem um ambiente caracterizado por forças opostas. A exuberância depois de um cenário de final de pandemia, com os cuidados diante da turbulência econômica.

Espera-se que o cliente de 2023 seja ainda mais seletivo, buscando experiências ainda mais ricas, que misturam a fluidez digital promovida pela pandemia, com a familiaridade e intimidade de tempos mais tradicionais do offline.

A realidade aumentada e recursos virtuais, como “experimente antes de comprar”, ganharam destaque para atender a necessidade de suprir experiências satisfatórias aos clientes.

Um levantamento realizado pela BigCommerce mostra que líderes da indústria estimam que 35% dos consumidores afirmam que fariam mais compras online caso pudessem provar virtualmente um produto antes de compra-lo.

Outro Survey realizado pela BrizFeel, com mais de 30,000 consumidores, mostrou que mais da metade (51%) afirmou que o maior empecilho para realizar compras online era não poder “tocar, sentir ou experimentar um produto”.

O Design digital 3D, consiste basicamente em modelos de roupas tridimensionais com aspecto realista que se moldam ao corpo do consumidor, além de mostrar combinações para aquela peça. Além disso, tem a proposta de ser sustentável, por isso a peça só entra em produção após a compra.

Uma das principais empresas que estão apostando nessa tecnologia é a Tommy Hilfiger, que deu início em sua coleção de primavera em 2022.

Funcionalidade: Provador Virtual – VTEX

A plataforma VTEX oferece a funcionalidade Provador Virtual como uma ferramenta para sites de moda e acessórios, que utiliza inteligência artificial a partir de informações disponibilizadas pelo usuário para oferecer recomendação de tamanho ideal.

Com essa funcionalidade é possível aumentar a confiança com o cliente e, consequentemente, a conversão do site. Por conta dela, é possível reduzir número de trocas e devoluções, já que o consumidor terá melhor noção de tamanho e de como o produto pode ficar no corpo.

Para a funcionalidade funcionar de maneira correta, é importante ensinar ao consumidor como tirar medidas do corpo, afinal, estas serão utilizadas como insumo para o resultado.

Uma maneira efetiva é utilizar imagem ilustrativa indicando cada região que deve ser medida.

 

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Confira algumas tendências para a indústria da moda no digital

O varejo de moda vem passando por uma transformação intensa desde 2020 por conta da pandemia e das mudanças que vieram e transformaram o mercado, a forma de consumo e muitos outros aspectos do cotidiano do comércio de itens fashion.

Não é segredo para ninguém que a crise sanitária dos últimos anos, forçou negócios de todos os segmentos a rever suas estratégias de venda e se adaptarem aos novos hábitos e necessidades dos consumidores.

O ano de 2022 foi marcado pela incorporação de novos processos, novas formas de se relacionar com o consumidor, a integração e unificação de canais de vendas, tudo isso para que a experiência entregue ao cliente seja a mais completa possível.

Com tantas mudanças no setor de moda e nos hábitos de consumo, muitas são as tendências do mercado que surgem junto das grandes marcas, levando o varejo de moda para um novo patamar quando o assunto é tecnologia e inovação.

Conheça as perspectivas para o futuro do setor de moda no digital e o que o lojista pode fazer para inovar sua estratégia de venda, de acordo com as novas necessidades do consumidor e as tendências do mundo.

Realidade aumentada

Você já deve conhecer o Snapchat e os filtros divertidos que o aplicativo disponibiliza ao usuário, o que talvez você não deva saber é que muitos desses filtros usam os princípios da realidade virtual e que podem ser usados a favor do seu negócio.

A realidade virtual possibilita muito mais interação do usuário com sua marca e produtos. Através dessa tecnologia é possível dar a oportunidade de experimentar acessórios, peças de roupas e até mesmo dar noção de proporção de produtos.

É uma tendência que pode ser explorada nas redes sociais como Facebook Shopping e Instagram Shopping.

Roupas digitais

As roupas digitais, tem uma capacidade interessante para a interatividade do usuário com sua marca. Primeiro que possibilita experimentar roupas que fogem do estilo pessoal da pessoa, e incentivar visualmente a tentativa de adquirir um novo estilo.

Os últimos anos trouxeram um novo interesse no consumidor: o de experimentar coisas novas. E as roupas digitais são uma ótima opção, principalmente quando levada para a realidade do consumidor, que já está acostumado com uma experiência parecida em jogos ou algumas mídias sociais.

Vídeos

Mostrar produtos através de vídeo já é uma prática adotada por algumas marcas em sua estratégia de vendas no e-commerce. Além de mostrar mais detalhes do produto, os vídeos dão noções de proporção e criam uma atmosfera mais receptiva ao cliente.

Mas já pensou, efetuar vendas através de vídeo? Isso mesmo, uma das tendências citadas pela Maghan Mcdowell e bastante usada no Oriente por marcas de luxo, é a venda de produtos de moda por vídeos.

A ferramenta tem a proposta de ser dinâmica e utilizável em qualquer aparelho de video, dando ao cliente um atendimento exclusivo e uma experiência única. Além disso, é possível conquistar dados importante sobre seu cliente, como comportamento de compra, produtos de interesse, abandono de carrinho, produtos mais vistos.

 

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Content Commerce

O Community Commerce, ou e-commerce comunitário, é um novo modelo estratégico de utilizar canais digitais como canal de vendas. Isso é o chamado e-commerce orientado ao criador, ou seja, aquilo que é alimentado pela capacidade da comunidade de fazer marcas e produtos decolarem rapidamente.

A grande vantagem dessa tendência é influenciar a compra de produtos através das redes sociais, como já foi comprovado ser um novo comportamento do consumidor.

Dentro do community commerce, os usuários são capazes de fazer parte da criação das marcas.

Um grande case de sucesso de como isso pode funcionar, é o movimento de booktok e a relação direta com o aumento de vendas dos livros infanto juvenis no mercado literário, comprovando que o Community Commerce é uma tendência movida pela comunidade online através das redes sociais.

Segundo Daniela Okuma, Head of Sales para E-commerce Retail do TikTok Brasil:

“Não existe uma única maneira de ‘fazer’ Community Commerce. Ela pode ser traduzida em todos os conteúdos.”

A chave é seguir princípios criativos que garantem o sucesso das atrações, ou seja:

  • Aprender a trabalhar com realidade, honestidade e autenticidade;
  • Se manter conectado, abranger tendências e relacionável;
  • Ser natural, criativo e manter o creator no centro;
  • Explorar as oportunidades, ser divertido e interessante.

 

Alt Commerce

O passar dos anos, trouxe também consumidores mais jovens adeptos do mercado digital, oferecendo novos desafios para qualquer um que não esteja preparado para atender às necessidades e exigências das gerações futuras.

A Geração Z, nome dado aos nascidos a partir de 1995, corresponde a pelo menos 36,7% da população mundial – o que só demonstra que dentro de alguns anos, a seu poder de consumo será tão influente que com certeza precisará reter muito mais atenção sobre as gerações mais velhas, não podendo jamais ser esquecida.

Por conta disso, uma nova tendência tem ganhado destaque no varejo como possibilidade de atender o perfil de uma geração mais jovem, onde as exigências vão muito além das logísticas de omnichannel.

O Alt Commerce é um conceito que ilustra a necessidade de automação e distribuição de produtos através da integração dos meios de pagamentos, e modelos de entrega mais diversos.

Durante a NRF 2022, National Retail Federation (Federação Nacional de Varejo), Kate Ancketill trouxe insights irrefutáveis sobre o comportamento da nova geração diante do mercado.

Sua palestra teve início com os dizeres:

“Ok Boomer, nós não ligamos para o seu Omnichannel.”

Essa sentença, por si, já diz muito sobre a realidade da Geração Z.

Afinal, “Ok Boomer” se tornou uma gíria popularizada pelos jovens através de plataformas como TikTok, Twitter e Instagram, utilizada especialmente para falar da geração de Millennials, enquanto há também Baby Boomers, nascidos entre 1946 e 1964. A intenção fica clara, é como se fosse um “revirar de olhos”, uma expressão de desdém.

Enquanto o resto da frase exemplifica tudo o que se trata sobre Alt-Commerce: não é sobre Omnichannel, é preciso de muito mais para conquistar a nova geração.

O nome do conceito, Alt Commerce significa basicamente Alternative Commerce, ou Comércio Alternativo. E em especial, seu público é aquele que está acostumado com altas doses de tecnologia. São pessoas que cresceram com smartphones em mãos e as redes sociais são o principal meio de comunicação que utilizam desde o início.

Por conta de experiências altamente gamificadas e respostas objetivas e rápidas, seus costumes são cada vez mais exigentes. Compras online são parte do cotidiano e entregas rápidas devem ser vistas como regra.

É por isso que no Alt Commerce, a experiência promete ser social, gamificada e, especialmente, ao vivo.

A fuga do tradicional será primordial para a experiência do consumidor. Para as novas gerações, há estudos que comprovam que pelo menos 31% da Geração Z já considera o e-commerce tradicional um modelo de compra chato, portanto será indispensável inovar o relacionamento com o consumidor e o modelo dos canais de venda.

Com a rapidez do desenvolvimento digital, será necessário encontrar cada vez mais formas de se comunicar com seus clientes inovando a partir de plataformas de games e experiências interativas. Além de compreender o uso das redes sociais em destaque, tais quais TikTok, Instagram, etc.

Social Commerce

A tendência surgiu como um novo formato de venda através da necessidade das empresas se aproximarem dos clientes. Tornando-se uma das estratégias de negócio mais revolucionárias do momento, sobretudo para os varejistas. O conceito é bastante simples e o próprio nome já sugere: vender produtos e/ou serviços diretamente pelas redes sociais.

Atualmente, as empresas estão buscando cada vez mais alcançar seus clientes onde quer que eles estejam, e as redes sociais são realmente imprescindíveis nesse sentido. Uma vez que, graças às suas proporções gigantescas e a influência que exercem em nosso dia a dia, estes canais mudaram a forma como as pessoas compram e interagem com as empresas.

Afinal, os consumidores passaram a usar as redes sociais para pesquisar ofertas, tirar dúvidas, buscar opiniões e, consequentemente, se sentirem confiantes para realizar a compra. As redes se tornaram as novas vitrines das marcas. Tudo é validado através delas. Antes de efetuar a compra, como dito acima, os clientes já tiveram um contato prévio com a empresa ou foram impactados por algum anúncio. E só então tomam a decisão de adquirir um produto/serviço.

De acordo com a Statista, empresa alemã especializada em dados de mercado, espera-se que o mercado de Social Commerce movimente mais de US$3 trilhões em todo o mundo nos próximos oito anos. Logo, ter uma estratégia que inclua este formato de venda é essencial para alavancar o faturamento e reconhecimento do seu comércio online e até mesmo off-line.

Isso mostra que o Social Commerce possui um enorme potencial para as lojas virtuais. E sua estratégia vai muito além de simplesmente ofertar produtos. As marcas utilizam de conteúdos relevantes, posts orgânicos, anúncios patrocinados ou mesmo ações com influenciadores para estreitar o relacionamento com seus clientes e, consequentemente, estimular as vendas.

Confira alguns dados:

  • Quanto mais há presença nas redes sociais, mais há possibilidade de compra. Lojas com menos de uma conta nas redes têm em média 32% mais vendas do que as lojas que não utilizam mídias sociais;
  • 84% dos consumidores online nos Estados Unidos, conferem pelo menos uma plataforma nas redes sociais para checar as opiniões sobre produtos antes de adicionar um item ao carrinho;
  • Sendo a primeira geração mobile, o Instagram é um dos principais canais de descoberta da Geração Z. Um relatório da Composed descobriu que 60% dos consumidores da Gen Z dos EUA utilizam a plataforma para descobrir novas marcas.

 

Por fim, podemos concluir que a digitalização tem crescido cada vez mais, se instalando em um local de privilégio entre as estratégias do mercado, sem deixar de trazer inúmeros benefícios em nome da inovação do mercado.

Quando pensamos em modelos mais tradicionais de vendas, é possível identificar determinadas limitações, como por exemplo, a localização. Através de um modelo de trabalho digital, ou híbrido, podemos identificar maiores possibilidades de estratégias, além de abranger um território maior do que o que vendas 100% físicas impõe.

A estratégia Omnichannel tem ganhado cada vez mais destaque em momentos em que a digitalização é explorada, especialmente no varejo de moda, ressaltando os cuidados com a jornada do cliente, mantendo o consumidor como foco principal.

Oferecer a possibilidade de experiência e fidelidade à marca para os consumidores é essencial, mantendo marcas e varejistas dentro do potencial de destaque no mercado.

 

Não deixe de conferir nosso ChecklistAs funcionalidades indispensáveis para um e-commerce de moda

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